MOÇAMBIQUE INVESTE 128 MILHÕES DE DÓLARES PARA DAR EMPREGO AOS JOVENS

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Moçambique colocou a criação de emprego no centro da sua agenda de desenvolvimento com o lançamento do programa “Jobs Now”, uma iniciativa avaliada em cerca de 128 milhões de dólares e destinada a criar oportunidades de trabalho e apoiar empresas que contratem jovens moçambicanos.

Lançado este sábado pelo Presidente Daniel Chapo, o programa procura aproximar os jovens do mercado de trabalho através de uma combinação de financiamento, formação profissional, empreendedorismo e apoio ao sector privado.

A iniciativa parte de uma realidade comum a muitos países africanos: não basta registar crescimento económico se esse crescimento não se traduzir em empregos, rendimentos e melhores condições de vida para as famílias.

Para o Presidente moçambicano, o desenvolvimento económico precisa de produzir resultados concretos para a população. Esta visão coloca o emprego como uma das principais ferramentas para combater a pobreza, fortalecer as famílias e aumentar a participação dos jovens na economia.

O “Jobs Now” deverá articular-se com outros programas públicos, incluindo o Fundo Catalítico, Emprega, ProJovem, Promulher e Acredita Emprega, criando uma rede de instrumentos destinados a facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho e apoiar iniciativas empresariais.

A aposta no sector privado é particularmente importante. São as empresas que, em grande medida, transformam investimento em actividade económica e actividade económica em postos de trabalho. Por isso, políticas públicas eficazes precisam de criar condições para que as empresas possam crescer, contratar e investir.

Mais do que distribuir recursos, o desafio será garantir que os 128 milhões de dólares produzam resultados mensuráveis. Quantos empregos serão criados? Quantas empresas serão apoiadas? Quantos jovens receberão formação? Quantos negócios conseguirão sobreviver e crescer?

Estas perguntas serão fundamentais para avaliar o sucesso da iniciativa.

A experiência moçambicana também pode servir de reflexão para Angola e outros países africanos que enfrentam desafios semelhantes. Uma população jovem pode ser uma enorme vantagem económica quando encontra oportunidades; sem oportunidades, pode transformar-se numa fonte de frustração social.

O futuro de África não pode ser construído apenas com discursos sobre juventude. Precisa de empregos, formação, financiamento e oportunidades reais.

Investir nos jovens não é uma despesa: é investir na força produtiva e no futuro de uma nação.

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