A evolução da inclusão financeira em Angola continua a ganhar impulso, contando com o respaldo de instituições africanas e internacionais. Nos últimos anos, a taxa de acesso a serviços financeiros no país registou um crescimento significativo, passando de cerca de 30% para os actuais 51,7%. A meta definida pelo Executivo é atingir 65% até 2027, num esforço estratégico para consolidar o desenvolvimento económico e social.
A confirmação deste apoio foi feita por Alfred Hanning, director da Aliança para a Inclusão Financeira (AFI), durante o encerramento da 15.ª Reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AFPI), que decorreu em Luanda, nos dias 9 e 10 de Julho.
O responsável destacou o progresso alcançado por Angola, sublinhando que a AFI acompanha de perto a trajectória do país e vê com optimismo a ultrapassagem da fasquia dos 50% de inclusão financeira. Segundo afirmou, a continuidade desse crescimento será essencial para garantir maior acesso da população a serviços como poupança, crédito e meios de pagamento.
Angola tem em curso a sua Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, um plano estruturado que visa alcançar 65% de inclusão até ao final do próximo ano. Este instrumento representa um compromisso de longo prazo, assente numa abordagem integrada que envolve o Estado, o sector financeiro, operadores de pagamentos e parceiros de desenvolvimento.
A AFI, reconhecida como a principal rede global de bancos centrais e reguladores dedicada à inclusão financeira, tem desempenhado um papel relevante no apoio técnico e na partilha de boas práticas entre países.
O encontro realizado em Luanda reuniu mais de 30 bancos centrais, instituições financeiras e entidades reguladoras de vários países, promovendo o intercâmbio de experiências e a discussão de soluções para expandir o acesso aos serviços financeiros em África.
Durante o evento, o governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, destacou a importância da cooperação entre bancos centrais africanos para acelerar a integração financeira no continente. Segundo o responsável, esta articulação permitirá facilitar pagamentos entre países, incentivar a inovação de forma responsável e reforçar a confiança dos cidadãos nos sistemas financeiros.
Manuel Tiago Dias sublinhou ainda que desafios como a inclusão financeira, a digitalização, a cibersegurança, as mudanças climáticas e o financiamento do desenvolvimento exigem respostas conjuntas e coordenadas, uma vez que ultrapassam fronteiras nacionais.
Neste contexto, Angola posiciona-se como um dos países comprometidos com a construção de um sistema financeiro mais inclusivo, resiliente e orientado para o futuro.
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