Inclusão financeira em Angola cresce e aproxima-se das metas definidas para 2027

Jose massano

A intervenção ocorreu durante a sessão de abertura da 15.ª reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AfPI), um encontro que reúne especialistas, representantes de bancos centrais e diversos parceiros do continente africano. O evento tem como principal objectivo a partilha de experiências, estratégias e soluções inovadoras que possam acelerar o processo de inclusão financeira nos diferentes países.

De acordo com o governante, a taxa de bancarização em Angola situa-se actualmente em cerca de 32%, o que corresponde a aproximadamente 5,7 milhões de cidadãos com acesso ao sistema bancário. Apesar dos avanços, este número evidencia que uma parte significativa da população ainda permanece fora dos serviços financeiros tradicionais.

O Executivo angolano tem como meta aumentar este indicador até 2027, com a ambição de atingir cerca de oito milhões de pessoas com contas bancárias. Esta estratégia visa não apenas expandir o acesso, mas também promover maior literacia financeira, incentivar o uso de meios de pagamento digitais e reforçar a inclusão económica de sectores historicamente marginalizados.

Especialistas consideram que a inclusão financeira é um elemento essencial para o desenvolvimento sustentável, pois permite às famílias e empresas acederem a crédito, poupança e outros instrumentos financeiros que impulsionam a actividade económica. No caso angolano, o crescimento deste indicador reflecte também os esforços das autoridades em modernizar o sistema financeiro e aumentar a confiança dos cidadãos nas instituições.

No entanto, persistem desafios importantes, como a necessidade de melhorar a cobertura bancária nas zonas rurais, reduzir custos associados aos serviços financeiros e reforçar a educação financeira da população. A aposta em soluções digitais e parcerias com fintechs surge como uma das vias mais promissoras para ultrapassar estas limitações.

O desempenho alcançado no primeiro trimestre de 2026 demonstra que Angola está no caminho certo para cumprir as metas estabelecidas, embora seja necessário manter o ritmo de reformas e garantir que os benefícios da inclusão financeira cheguem de forma equitativa a toda a população.

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