Angola e China consolidam cooperação para o desenvolvimento sustentável das pescas

Angola china

O acordo, rubricado naquela cidade costeira chinesa, estabelece mecanismos de colaboração no domínio da oceanografia, com especial enfoque na valorização dos recursos marinhos, visando a segurança alimentar e a promoção da economia azul sustentável.

A assinatura ocorreu no encerramento de uma agenda de trabalho que envolveu equipas técnicas das duas instituições, no âmbito da visita oficial da delegação angolana liderada pela ministra Carmen do Sacramento Neto às infra-estruturas ligadas ao sector pesqueiro em Yantai.

No quadro da pesca extractiva, o memorando prevê a troca de informações sobre a frota chinesa que opera em águas angolanas, a monitorização conjunta das embarcações através de sistemas VMS (Vessel Monitoring System) e o reforço dos procedimentos de certificação no processo de inspecção.

O documento contempla igualmente medidas como a facilitação de vistos de trabalho para tripulações chinesas, a implementação de programas de formação para quadros angolanos embarcados em navios de empresas chinesas, bem como a divulgação do quadro legal e das políticas de gestão pesqueira.

No domínio da aquicultura, está prevista a partilha de conhecimento técnico chinês com Angola, sobretudo no licenciamento de projectos comerciais de maricultura, com vista à expansão do sector.

Em declarações à imprensa, a ministra Carmen do Sacramento Neto destacou a importância estratégica desta parceria, sublinhando o princípio de benefícios mútuos, num contexto em que empresas chinesas representam uma parte significativa do investimento global no sector das pescas em Angola.

A governante reiterou ainda o interesse em desenvolver um plano conjunto para o fomento da maricultura no país, aproveitando o potencial e a diversidade dos recursos marinhos disponíveis.

A assinatura deste memorando surge num momento de crescimento do sector, que registou em 2025 um aumento de 9,2%, com uma produção total de 725.613 toneladas de pescado. A pesca extractiva manteve-se como principal motor, enquanto a aquicultura ultrapassou as metas estabelecidas, ao alcançar mais de 35 mil toneladas.

A cooperação com a China, responsável por cerca de metade da produção mundial de pescado, é vista como uma oportunidade estratégica para Angola reforçar capacidades técnicas e impulsionar o desenvolvimento sustentável das pescas.

Este post já foi lido 704 vezes.

Ajude a divulgar o Fama e Poder - Partilhe este artigo

Related posts

Leave a Comment