Tribunal Popular: Alguns políticos da UNITA querem ver Angola perder.

Fama e poder Adalberto da costa e junior

É importante sublinhar que não são todos os membros e políticos da UNITA que se comportam assim. Há quem exerça a oposição de forma responsável, com propostas construtivas e críticas fundamentadas, sempre com respeito pelo interesse nacional. Mas aqueles que se concentram em desejar o fracasso do MPLA e do Presidente João Lourenço demonstram uma visão curta e egoísta da política. Desejar o fracasso do país é a negação do patriotismo e da responsabilidade cívica.

Quando a oposição prefere a derrota do Executivo ao invés de trabalhar em alternativas, o que se coloca em jogo não é apenas a disputa política: é o futuro de todos os angolanos. A política não deve ser um campo de jogo para vinganças ou para alimentar ressentimentos. Angola é maior do que qualquer partido ou interesse pessoal. O patriotismo exige que se deseje o sucesso do país, mesmo quando se está na oposição.

O fracasso do MPLA não será apenas a derrota do partido no poder, será a derrota de Angola. Quando políticas ou acções são pensadas apenas para prejudicar a governação, quem sofre são os cidadãos comuns, aqueles que dependem de serviços públicos, oportunidades de emprego e estabilidade económica. Os políticos podem recuar, mudar de partido ou continuar no debate, mas o povo paga o preço. O fracasso da liderança não é pessoal, é colectivo e o povo sente primeiro.

Desejar que Angola falhe porque se deseja derrotar o MPLA é uma estratégia que ignora a essência da política responsável. O sucesso do país não deve ser condicionado por rivalidades partidárias ou pelo desejo de humilhar adversários. A construção de uma Angola forte passa por reconhecer que o êxito de um governo, mesmo de um partido adversário, contribui para o bem-estar da nação inteira. O sucesso do país deve ser prioridade sobre o sucesso individual ou partidário.

A verdadeira oposição construtiva reconhece que uma Angola próspera beneficia todos, independentemente de filiações políticas. Quem deseja o sucesso do país ganha legitimidade, respeito e apoio popular, enquanto quem torce pela derrota só evidencia má-fé e desinteresse pelo futuro colectivo. Angola não é propriedade de ninguém; é a equipa de todos os angolanos, e quem ignora isso ignora a sua própria responsabilidade enquanto político. O êxito de Angola é o êxito de todos, e o fracasso de Angola é a derrota de cada cidadão.

Portanto, a mensagem para aqueles membros e políticos da UNITA que adoptam esta postura é clara e directa: mudar de atitude é urgente. Angola precisa de uma oposição que critique, sugira e construa, e não que torça pelo fracasso. O país merece líderes que pensem primeiro no povo e depois no partido, que entendam que a política é servir e não apenas disputar poder. Quem deseja o fracasso do país não é patriota e não merece chegar ao poder.

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