Carta aberta ao deputado Lourenço Lumingo

Fama e poder lourenço lumingo deputado

Senhor Deputado Lumingo Domingos,

Dirijo-me a si com respeito institucional, mas também com profunda preocupação em relação às declarações que proferiu, afirmando que Cabinda não é Angola e que não se considera angolano. As suas palavras não passaram despercebidas e levantaram um debate sério entre cidadãos que valorizam a unidade nacional.

O Parlamento é um espaço que representa a soberania do povo angolano. Cada deputado que ali se encontra assume, de forma clara, o compromisso de defender os interesses da nação, respeitar a Constituição e reconhecer a integridade territorial de Angola. Quando um representante eleito afirma não se identificar com o país que representa, cria-se uma contradição difícil de ignorar.

Não se trata aqui de limitar opiniões, mas de questionar a coerência entre aquilo que se diz e o cargo que se ocupa. A responsabilidade de um deputado exige alinhamento com os princípios fundamentais do Estado. Negar a própria identidade nacional enquanto se exerce uma função pública de representação levanta dúvidas legítimas sobre essa coerência.

Por isso, com toda a frontalidade, mas também com sentido de responsabilidade, considero que, se não se reconhece como angolano, deveria ponderar seriamente a sua permanência no Parlamento. Permanecer nesse cargo nessas condições pode ser interpretado como uma falta de respeito para com os cidadãos que acreditam na unidade do país.

Abandonar o cargo, nesse contexto, não seria um acto de fraqueza, mas sim um gesto de coerência e integridade pessoal. Seria uma forma de alinhar as suas convicções com as suas acções, demonstrando respeito pelo povo angolano e pelas instituições do Estado.

Angola é uma nação construída com sacrifício, marcada por desafios superados e pela busca constante de unidade. Os seus representantes devem contribuir para esse caminho, reforçando a coesão e não aprofundando divisões.

Desejo que esta reflexão seja recebida como um apelo à responsabilidade e à coerência. O momento exige clareza, respeito e compromisso com o país.

Com consideração,
Um cidadão angolano

Este post já foi lido 1149 vezes.

Ajude a divulgar o Fama e Poder - Partilhe este artigo

Related posts

Leave a Comment