A União Africana, através da sua Comissão, manifestou reconhecimento pelo desempenho do Presidente da República de Angola, João Lourenço, durante o período em que assumiu a liderança rotativa da organização continental, entre Fevereiro de 2025 e Fevereiro de 2026. A apreciação positiva foi expressa no decurso de um encontro de trabalho realizado em Adis Abeba, envolvendo altas entidades diplomáticas.
A mensagem foi transmitida pelo presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, ao embaixador angolano acreditado na Etiópia, Miguel Bembe, que desempenha igualmente funções como Representante Permanente junto das principais instituições africanas. O responsável destacou o empenho e a dedicação demonstrados por Angola, sublinhando os progressos alcançados ao longo do mandato.
Durante o encontro, foram igualmente analisadas diversas prioridades do Executivo angolano no quadro da agenda da organização para o ano de 2026. Entre os temas em destaque constam os preparativos para uma sessão extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, a realizar-se em Luanda, com enfoque no reforço dos mecanismos de prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente africano.
Outro ponto relevante da reunião foi a organização da quarta edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, conhecido como Bienal de Luanda. Este evento, previsto para Outubro de 2026, será promovido por Angola sob o lema centrado na gestão sustentável dos recursos hídricos como instrumento essencial para a mediação e prevenção de conflitos.
Neste contexto, Mahmoud Ali Youssouf salientou a coerência entre o tema escolhido para a Bienal e as prioridades estratégicas da União Africana, que, para 2026, coloca especial ênfase na garantia do acesso à água potável e a sistemas de saneamento seguros, em alinhamento com os objectivos traçados na Agenda 2063.
Para além destes pontos, os interlocutores abordaram os desafios persistentes em matéria de paz e segurança em África, com particular atenção às regiões dos Grandes Lagos e do Sahel. Foi ainda discutido o impacto de crises internacionais, nomeadamente no Médio Oriente, e as suas repercussões no continente africano.
Importa referir que a Bienal de Luanda foi instituída por decisão da União Africana em parceria com a UNESCO e o Governo angolano, com o objectivo de promover uma cultura de paz. Decisões mais recentes vieram reforçar a sua periodicidade e calendarização, consolidando este fórum como uma plataforma estratégica para o diálogo e cooperação em África.
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