O futuro de Angola exige, acima de tudo, um presidente com personalidade sólida e punho forte. É preciso compreender que, no país, muitos confundem democracia com anarquia, e liberdade com libertinagem. Um líder soft e hesitante será imediatamente desrespeitado. O povo angolano, em larga medida, ainda não aprendeu a equilibrar liberdade com responsabilidade, e o país não está preparado para que um jovem ou uma mulher ocupe a Presidência da República.
José Eduardo dos Santos foi uma excepção histórica. Escolhido para liderar Angola em 1979, conseguiu consolidar o poder e estabilizar o país num contexto extremamente complexo. A análise do comportamento social e político actual revela uma realidade diferente: Angola tem muitos generais que não aceitam ordens ou recomendações de outros generais; como é que iriam aceitar orientações de um jovem ou de uma mulher? A insubordinação, a indisciplina generalizada e o anarquismo crónico continuam a marcar as interações e atitudes da sociedade angolana. Como profissional que estuda comportamento humano, constato que esses padrões representam um obstáculo significativo à implementação de uma liderança firme e eficaz. O próximo presidente de Angola deve ser uma pessoa de personalidade forte.
Não podemos arriscar nem pisar em falso: confiar a liderança de um país com mais de 30 milhões de habitantes a alguém sem experiência ou firmeza é um risco demasiado elevado. Angola não pode continuar a regredir; é tempo de consolidar o que foi construído e alcançado. Não podemos dar um passo à frente apenas para recuar dois atrás.
O próximo presidente de Angola deve ter punho firme, coragem para tomar decisões difíceis, visão estratégica para o desenvolvimento do país, integridade para governar com justiça e disciplina para garantir a ordem e o progresso. Apenas um líder com estas qualidades será capaz de conduzir Angola rumo a um futuro estável, próspero e verdadeiramente democrático.
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