Angola reafirmou hoje a necessidade de uma reforma profunda da União Africana (UA), destacando que o processo não deve ser apenas burocrático, mas sim um verdadeiro ato político de coragem e transformação. A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, durante a 3.ª Reunião do Comité Ad-Hoc dos Chefes de Estado e de Governo sobre as Reformas Institucionais da UA, em representação do Presidente João Lourenço.
O ministro sublinhou que o Chefe de Estado angolano ambiciona uma União Africana mais dinâmica, eficiente e orientada para resultados concretos, capaz de atender de forma eficaz às aspirações legítimas dos povos africanos. Segundo Téte António, uma organização desta natureza deve estar preparada para responder aos desafios económicos, sociais e de segurança que afetam o continente.
Entre as propostas destacadas, o ministro apontou a integração da Arquitectura de Governação Africana (AGA) com a Arquitectura de Paz e Segurança Africana (APSA) através de um plano único até 2027. Esta iniciativa pretende reduzir duplicações, harmonizar práticas institucionais e reforçar a prevenção de crises em toda a África.
Além disso, Téte António saudou os esforços de revitalização do Conselho de Paz e Segurança e a necessidade de clarificar os mecanismos de financiamento da União Africana, enfatizando que a dependência excessiva de apoios externos limita a autonomia estratégica da organização. O ministro defendeu ainda a criação de um cronograma detalhado, com um roteiro de implementação realista para cada fase da reforma, garantindo maior previsibilidade e coerência ao processo de transformação continental.
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