Em 2025, a China deixou de ocupar a posição de principal credor de Angola, sendo superada pelo volume da dívida interna, uma mudança significativa na estrutura do endividamento do país. A informação foi divulgada em Luanda pelo director-geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGDP), Dorivaldo Teixeira, durante a apresentação da estratégia de endividamento para o período de 2026 a 2028.
Segundo o responsável, esta evolução reflecte os esforços do Executivo angolano para reequilibrar o perfil da dívida pública, reduzindo gradualmente a dependência de financiamentos externos e reforçando o recurso ao mercado interno. Dorivaldo Teixeira sublinhou que, nos últimos anos, tem-se verificado uma diminuição consistente do peso dos credores externos, com destaque para a redução da exposição face à China, que durante décadas foi o principal parceiro financeiro do país.
No mesmo encontro, o director-geral destacou os progressos alcançados na sustentabilidade da dívida pública. Entre 2021 e 2025, o rácio da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) registou uma queda expressiva, passando de 69% para 50,5%. Apesar de uma ligeira subida da dívida externa no período em análise, o peso global da dívida tornou-se mais equilibrado, contribuindo para uma maior estabilidade macroeconómica.
As autoridades acreditam que a nova estratégia de endividamento permitirá consolidar estes ganhos, promovendo uma gestão mais prudente da dívida e criando melhores condições para o crescimento económico sustentável. O reforço da transparência e da eficiência na gestão da dívida pública continuará a ser uma prioridade nos próximos anos.
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