O PRA-JA Servir Angola deu, no Catinton, um sinal claro de que pretende fazer política com os pés no chão e os ouvidos atentos. O anúncio da apresentação do seu programa de governação, ainda este ano, com vista às Eleições Gerais de 2027, marca uma etapa decisiva na afirmação do partido como alternativa que procura proximidade real com os cidadãos. Mais do que um acto simbólico, a iniciativa revela uma estratégia centrada no diálogo permanente e na escuta ativa das comunidades.
Malundo Kudiqueba
Ao escolher o Catinton, um espaço socialmente diverso e representativo das dificuldades urbanas de Luanda, o PRA-JA demonstra intenção de construir o seu projecto político a partir da realidade concreta das pessoas. O presidente do partido sublinhou a necessidade de compreender, em profundidade, os problemas vividos no quotidiano, desde o emprego à habitação, passando pela educação, saúde e custo de vida. A mensagem é clara: não há governação eficaz sem conhecimento direto das angústias e aspirações do povo.
Este modelo de atuação aposta na proximidade como ferramenta política e na esperança como motor de mobilização. Num contexto em que muitos cidadãos se sentem distantes das decisões do poder, o PRA-JA procura reposicionar a política como espaço de diálogo, e não apenas de promessas. A apresentação do programa de governação surge, assim, como resultado de um processo participativo, e não como um documento fechado.
Com os olhos postos em 2027, o partido pretende afirmar-se como uma força que acredita que Angola precisa de novas abordagens, novas prioridades e maior compromisso com o bem-estar coletivo. O caminho iniciado no Catinton aponta para uma política construída com as pessoas e para as pessoas, onde a esperança deixa de ser discurso e passa a ser método.
Birmingham, 25 de janeiro 2026.
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