O Grupo Parlamentar da UNITA afirmou, esta quinta-feira, a sua posição firme a favor de uma legislação que reforce as Forças Armadas Angolanas sem comprometer direitos, sem humilhar os seus efectivos e sem submeter a instituição militar a lógicas partidárias. A defesa foi feita durante a 6.ª Reunião Plenária Ordinária da V Legislatura, na Assembleia Nacional, através de uma declaração política carregada de sentido institucional e responsabilidade democrática.
A presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Albertina Navita Ngolo, sublinhou que o país precisa de leis que imponham disciplina com justiça, organizem as carreiras com transparência e consolidem a hierarquia militar com respeito pela dignidade humana. Para a UNITA, fortalecer as Forças Armadas não pode significar retirar direitos adquiridos, silenciar vozes ou desvalorizar o percurso de quem dedicou a vida à defesa da pátria.
Ao abordar as Propostas de Lei sobre Disciplina e Carreiras Militares, a deputada classificou os diplomas como profundamente sensíveis, alertando que os seus efeitos recaem directamente sobre a vida pessoal, profissional e social de milhares de militares no activo e na reserva. Trata-se, segundo afirmou, de homens e mulheres que serviram Angola com lealdade, sacrifício e elevado sentido de missão, muitas vezes em condições extremas.
A UNITA defende, por isso, um quadro legal equilibrado, que valorize o mérito, proteja a dignidade dos militares e reforce a coesão das Forças Armadas enquanto instituição republicana ao serviço do Estado e não de interesses políticos. A posição expressa no Parlamento traduz uma visão clara: não há defesa nacional forte sem respeito pelos direitos, pela justiça e pela dignidade de quem veste a farda.
Birmingham, 22 de janeiro de 2026
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