A Guiné-Bissau iniciou formalmente a contagem decrescente para o regresso à ordem constitucional com o anúncio da marcação das eleições gerais para o dia 6 de Dezembro de 2026. A decisão foi tomada pelo Governo de transição, chefiado pelo general Horta Inta-A, e oficializada através de um decreto presidencial assinado após consultas com os principais órgãos que actualmente conduzem o processo político do país.
O anúncio surge num contexto político sensível, marcado pelo golpe militar de 26 de Novembro de 2025, que suspendeu abruptamente o processo eleitoral então em curso, precisamente na véspera da divulgação dos resultados. A definição de uma nova data eleitoral é encarada como um passo decisivo para restaurar a normalidade democrática e responder às expectativas nacionais e internacionais.
De acordo com informações avançadas pela imprensa internacional, a data proposta mereceu o aval do Alto Comando Militar e do Conselho Nacional de Transição, sinalizando um consenso entre as estruturas de poder instaladas após a ruptura institucional. O primeiro-ministro Ilídio Té já havia admitido, anteriormente, a possibilidade de as eleições se realizarem no último mês de 2026.
Paralelamente, a Comissão Nacional de Eleições manifestou preocupações quanto à fiabilidade dos actuais cadernos eleitorais. O presidente do órgão, Mpabi Kaby, defendeu a necessidade de um novo recenseamento, sublinhando que os registos existentes não acompanham as mudanças demográficas provocadas por migrações, deslocações internas e óbitos.
Recorde-se que o general Horta Inta-A assumiu o compromisso de limitar o período de transição a um ano, incluindo uma fase dedicada à revisão constitucional, já aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, com vista ao reforço dos poderes presidenciais.
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