As filas no controlo de imigração do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, ultrapassaram as sete horas de espera este domingo, 28 de Dezembro. Diversos testemunhos recolhidos pelo jornal relatam uma situação de grande congestionamento, com centenas de passageiros retidos, muitos sentados no chão, sem acesso adequado a água, comida ou informação sobre os motivos do atraso.
Uma passageira brasileira, chegada do Rio de Janeiro às 10h40, só conseguiu concluir o controlo de fronteira perto das 18h00. Em declarações ao jornal, sob anonimato, descreveu a situação como “surreal”, sublinhando a inexistência de água, alimentos ou locais para se sentar.
Ao início da tarde, terão sido distribuídas bolachas às crianças, numa tentativa mínima de aliviar a situação. Ainda assim, segundo a mesma passageira, muitas pessoas já não conseguiam manter-se de pé, sem que tivesse sido prestada qualquer explicação oficial sobre o que estava a causar tamanha demora.
O Diário de Notícias contactou a Polícia de Segurança Pública (PSP) para obter esclarecimentos sobre as razões da espera prolongada, a previsão de normalização do serviço e o número de efectivos em funções, aguardando ainda uma resposta.
Nas redes sociais multiplicam-se também os relatos semelhantes. Na plataforma X (antigo Twitter), o brasileiro Emiliano Abade denunciou que a sua mãe, com quase 70 anos, permaneceu cerca de seis horas na fila do controlo de passaportes, sem acesso a comida, água ou casas de banho, juntamente com idosos e crianças, classificando a situação como inadmissível num aeroporto que ambiciona ser um hub europeu.
Este post já foi lido 77 vezes.
