O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, qualificou como “um escândalo” o facto de África ainda não dispor de assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. O alerta foi feito esta segunda-feira, em Luanda, durante uma conferência de imprensa realizada após uma sessão plenária solene em sua honra no Parlamento angolano.
Guterres sublinhou que esta lacuna representa uma injustiça histórica que precisa ser corrigida. Para o responsável máximo da ONU, é fundamental que o continente africano tenha voz e representação efetiva nas decisões internacionais que frequentemente o afetam de forma direta.
Durante a sua intervenção, António Guterres destacou ainda a importância do fortalecimento das relações entre África e a comunidade internacional, enfatizando que a inclusão de países africanos na tomada de decisões estratégicas é não apenas justa, mas também essencial para a paz e a estabilidade globais.
O secretário-geral frisou que a ausência de representação adequada limita o impacto das resoluções da ONU e compromete a legitimidade do Conselho de Segurança.
Ao ser homenageado pelo Parlamento angolano, Guterres reiterou que a questão da representação africana no órgão máximo de decisões da ONU deve ser debatida com seriedade e urgência, reforçando a necessidade de reformas que tornem o Conselho de Segurança mais democrático e inclusivo para todos os continentes.
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