O candidato número um à presidência da UNITA, Rafael Savimbi, manifestou este domingo, na cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte, o seu total repúdio às acusações de alegada manipulação externa que alguns militantes têm vindo a dirigir-lhe no contexto da disputa interna pela liderança do partido. As críticas, levantadas por sectores que contestam a sua candidatura, apontam para supostas interferências externas no processo eleitoral, algo que Savimbi classificou como “infundado” e “profundamente injusto”.
Durante o encontro com simpatizantes e delegados provinciais, o candidato fez questão de sublinhar que a sua campanha assenta exclusivamente na confiança dos militantes e na defesa dos princípios que, segundo afirmou, sempre orientaram o partido. Savimbi reforçou que o seu compromisso é com a transparência, o diálogo interno e a preservação da identidade histórica da UNITA, rejeitando qualquer narrativa que procure fragilizar a sua candidatura através de especulações.
O político lembrou ainda que o processo democrático dentro da UNITA deve ser encarado como um exercício de maturidade política e não como um campo para suspeições infundadas. Para Savimbi, o foco principal deve permanecer na escolha de um líder capaz de conduzir o partido num momento crucial para a política angolana.
A sua passagem pelo Cuanza-Norte insere-se numa série de deslocações que o candidato tem realizado pelo país, com o objectivo de apresentar o seu programa, ouvir as bases e responder directamente às preocupações dos militantes. Savimbi apelou à serenidade, ao respeito mútuo e à unidade, defendendo que apenas um partido coeso pode enfrentar os desafios que se avizinham.
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