Estão a celebrar a vitória de um debate
como se tivessem ganho uma eleição presidencial.
Estão a celebrar um debate
como se tivessem libertado o país.
Dizem que o Naice Zulu não tem humildade…
Mas são vocês que não estão a demonstrar humildade na vitória.
Há uma desproporção enorme,
um desequilíbrio gritante,
porque o que vocês fazem agora
é pior do que aquilo que o Naice Zulu fez antes.
Falam de humildade — mas com insultos nos lábios.
Pregam unidade — mas semeiam divisão nos comentários.
Vocês juram ser diferentes —
mas estão a repetir os mesmos erros de quem sempre criticaram.
Chamam o Naice de arrogante,
mas o que vejo agora
é um exército de comentários carregados de ódio,
um tribunal digital sem juízes,
onde quem pensa diferente
é crucificado por desrespeito colectivo.
Estão a celebrar o debate
como se tivessem mudado a história,
mas a história não muda com aplausos —
muda com atitudes.
A verdadeira vitória
não é calar o outro,
é convencer com serenidade.
Então, antes de apontarem o dedo,
olhem-se no espelho.
Porque o que estão a fazer agora
é muito pior do que aquilo que o Naice Zulu fez.
Porque os vencedores não devem humilhar os vencidos,
e os derrotados devem respeitar os vencedores.
Vitória sem humildade é apenas vaidade com aplausos.
Derrota sem respeito é amargura disfarçada de coragem.
Sapinala,
se queres ser lembrado não apenas como quem venceu um debate,
mas como quem elevou o nível,
ensina aos teus os teus seguidores que a grandeza não se grita —
pratica-se.
Os vencedores não devem humilhar os vencidos,
porque a humilhação é a sombra da insegurança.
E os derrotados devem respeitar os vencedores,
porque o respeito é o primeiro passo da sabedoria.
Hoje, o país precisa menos de aplausos
e mais de maturidade.
Menos de guerra verbal,
e mais de consciência moral.
Se Adriano Sapinala quer dignificar a sua vitória,
que o faça com exemplo.
Porque a verdadeira glória
não está em ganhar um debate —
está em ganhar carácter.
E quando o respeito vencer o ruído,
todos seremos vencedores.
Agora aguardo pelos vossos insultos, ofensas e ameaças,
E mais não digo.
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