Os angolanos precisam, urgentemente, de deixar de apoiar políticos que se apresentam como roupa de segunda mão — já usada, já gasta, sem brilho nem novidade. O país carrega um fardo político que há décadas se disfarça de esperança, mas que já perdeu a validade. E um fardo, por mais que se pinte de novo, continua a pesar.
Malundo Kudiqueba
É tempo de começar a apostar em gente nova, com ideias novas e coragem verdadeira. Porque um país não pode mudar se continua a reciclar os mesmos rostos, os mesmos discursos e os mesmos erros.
Pergunto: acham realmente que Angola vai melhorar se o partido no poder continuar a repetir as mesmas práticas, os mesmos vícios, as mesmas promessas?
E acreditam, com a mesma inocência de sempre, que o partido da oposição chegará ao poder se continuar a usar a mesma estratégia que falhou nas últimas eleições?
A verdade é que o país parece preso num teatro político com os mesmos actores, mudando apenas o cenário e a cor do cartaz. Um faz de governo, o outro de oposição — e o povo continua a representar o papel de espectador enganado.
Enquanto o eleitor continuar a votar por hábito, por medo ou por emoção, nada mudará.
Enquanto a juventude acreditar que não tem poder, continuará a ser governada por quem o usa para si próprio.
E enquanto o angolano continuar a confiar em líderes que falharam repetidas vezes, estará apenas a perpetuar a improbabilidade e a impossibilidade de um futuro melhor.
Angola não precisa de salvadores reciclados, precisa de consciência renovada.
O futuro não virá das mãos de quem já teve todas as oportunidades e não fez nada.
Birmingham, 09 de outubro de 2025.
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