Governantes angolanos e a armadilha da provocação no estrangeiro

Tete antonio onu

Malundo Kudiqueba

A tática é clara — aproximam-se de ministros e dirigentes, filmam tudo, atiram palavras duras, esperando que a segurança ou o próprio governante perca o controlo. Se houver um empurrão, um gesto mais brusco ou até uma resposta verbal mais acesa, o cenário fica montado: o plano é cair para o chão, gritar que foram “agredidos” e transformar o episódio em prova para justificar perseguição política.

Foi isso que aconteceu recentemente com o ministro Téte António. Perante provocações evidentes, manteve-se firme, sereno e não respondeu. E fez o que todo governante deve fazer: não dar palco à encenação, não cair na armadilha, não legitimar a farsa.

Os governantes angolanos precisam de perceber que, fora de Angola, as câmaras estão sempre ligadas e os adversários não jogam limpo. A verdadeira vitória não está em reagir, mas em resistir. Quem responde à provocação cai na emboscada; quem ignora desarma o adversário. O alerta é claro: sempre que forem insultados ou provocados, não reajam. Cada palavra, cada gesto fora do lugar será usado contra eles.

Birmingham, 01 de outubro de 2025

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