Nos últimos anos, tem-se assistido a um fenómeno curioso: alguns ativistas, na diáspora, encontraram no confronto directo com governantes angolanos uma estratégia para tentar legitimar pedidos de asilo político no Ocidente. O método é simples, mas calculado: provocar, insultar e forçar uma reacção.
Malundo Kudiqueba
A tática é clara — aproximam-se de ministros e dirigentes, filmam tudo, atiram palavras duras, esperando que a segurança ou o próprio governante perca o controlo. Se houver um empurrão, um gesto mais brusco ou até uma resposta verbal mais acesa, o cenário fica montado: o plano é cair para o chão, gritar que foram “agredidos” e transformar o episódio em prova para justificar perseguição política.
Foi isso que aconteceu recentemente com o ministro Téte António. Perante provocações evidentes, manteve-se firme, sereno e não respondeu. E fez o que todo governante deve fazer: não dar palco à encenação, não cair na armadilha, não legitimar a farsa.
Os governantes angolanos precisam de perceber que, fora de Angola, as câmaras estão sempre ligadas e os adversários não jogam limpo. A verdadeira vitória não está em reagir, mas em resistir. Quem responde à provocação cai na emboscada; quem ignora desarma o adversário. O alerta é claro: sempre que forem insultados ou provocados, não reajam. Cada palavra, cada gesto fora do lugar será usado contra eles.
Birmingham, 01 de outubro de 2025
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