Criticar João Lourenço está a ser rentável para alguns em Angola

Jlo20

Malundo Kudiqueba

A fórmula já está testada e comprovada. Uma publicação nas redes sociais a chamar Lourenço de incompetente e corrupto pode render mais “seguidores” do que uma reflexão séria sobre o futuro económico de Angola. Uma crónica incendiária a acusá-lo de tirano tem mais partilhas do que qualquer proposta real de mudança. A crítica deixou de ser um exercício de cidadania e transformou-se num negócio.

Hoje, em Angola, ser opositor de João Lourenço é a profissão mais lucrativa fora do petróleo e dos diamantes. A indignação vende. O ódio dá audiência. E a fúria rende patrocínios, convites, viagens e até contratos internacionais. A figura do “crítico profissional” tornou-se uma marca registada.

Não se trata de defender o Presidente — que tem culpas próprias, falhas graves e promessas incumpridas. Trata-se de desmascarar a hipocrisia de quem fez da crítica um atalho para a fama e para o dinheiro. Muitos desses novos “paladinos da verdade” não querem mudar Angola; querem apenas mudar de vida.

A verdade é dura: em Angola, criticar João Lourenço é o caminho mais rápido para ser levado a sério, mesmo sem ter nada de sério a dizer. É o passaporte para o estrelato digital, a arma secreta para atrair multidões famintas de culpados.

O país precisa de mais do que críticos de ocasião. Precisa de ideias, propostas, soluções. Mas essas dão trabalho, exigem estudo, pedem sacrifício. Atacar João Lourenço é mais fácil, mais rápido e, acima de tudo, mais rentável.

No fim, Angola corre o risco de ficar refém desta nova indústria da crítica. Porque enquanto todos se ocupam em derrubar o homem, ninguém se ocupa em levantar o país.

Coventry, 18 de Agosto de 2025

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