Malundo Kudiqueba
Há datas que se celebram, e há datas que se vivem. O dia 26 de Junho foi, para o Jornal de Angola, muito mais do que uma efeméride no calendário: foi a confirmação de quase meio século de presença ininterrupta na vida do país, acompanhando vitórias, desafios e transformações que moldaram a nação.
O título mais antigo das Edições Novembro completou 49 anos com um espírito que não se limita às paredes da redação em Luanda. Malanje, Cabinda, Benguela e outras províncias sentiram o pulsar desta celebração, provando que o Jornal de Angola é, de facto, uma voz com alcance nacional.
Em Malanje, a presença do presidente do Conselho de Administração, Drumond Jaime, e de outros dirigentes da empresa não foi apenas protocolo: foi reconhecimento. Reconhecimento pelo esforço diário de jornalistas, fotógrafos, editores e técnicos que, longe da capital, mantêm viva a chama do jornalismo.
Na sede, em Luanda, o brinde com champanhe, o corte do bolo e a música foram mais do que gestos festivos — foram símbolos de continuidade, resiliência e adaptação. Porque sobreviver quase meio século num mundo em que a informação se tornou instantânea e volátil é um feito raro.
Em Cabinda, a música ganhou corpo e voz com a actuação ao vivo de uma banda local e com o director José Bule a entoar, com alma, “Comeram a fruta” de Bonga. Foi um momento de arte e de identidade.
Benguela também deixou a sua marca, com a imagem de jornalistas exibindo orgulhosamente exemplares das publicações da casa — um retrato que, no futuro, talvez valha mais do que mil palavras.
Estas celebrações, espalhadas de norte a sul, são o reflexo de uma equipa que, ao longo de 49 anos, soube manter-se firme no compromisso com a informação. O Jornal de Angola não é apenas um arquivo vivo da história recente do país — é um testemunho de como o jornalismo, mesmo diante de tempestades, pode ser porto seguro de memória e identidade.
Agora, a contagem regressiva para o cinquentenário já começou. E, se o passado é testemunho de alguma coisa, é de que o Jornal de Angola continuará a escrever — e a viver — a história.
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