Birmingham, 17 de junho de 2025 – Malundo Kudiqueba
Num país onde a crítica se tornou um exercício diário — muitas vezes justificado, outras vezes fruto de desilusão coletiva — é urgente reconhecer quem, no meio do ruído, se destaca pela positiva. Neste espaço, onde se analisa com rigor a realidade angolana, importa também valorizar os servidores públicos que demonstram competência, seriedade e visão. Hoje, trago dois nomes da actual administração de João Lourenço que merecem esse reconhecimento: Tete António, Ministro das Relações Exteriores, e Manuel Homem, Ministro do Interior.
Tete António: Diplomacia Inteligente e a Abertura a Novos Aliados
Tete António tem conduzido a política externa de Angola com uma mescla de discrição e estratégia. O seu papel foi central no relançamento das relações com os Estados Unidos, contribuindo para uma reaproximação diplomática que culminou na preparação da aguardada visita do Presidente norte-americano Joe Biden a Angola. Trata-se de um marco histórico que sinaliza o reconhecimento internacional do país e da sua importância geoestratégica, especialmente na nova dinâmica global de transição energética e segurança regional.
A actuação de Tete António também esteve por detrás da crescente visibilidade do Presidente João Lourenço no continente africano, onde tem sido procurado como mediador e líder de iniciativas de estabilidade regional. Esse protagonismo não surgiu por acaso: é fruto de uma diplomacia consistente, assente na credibilidade e no reposicionamento internacional de Angola, que Tete António tem sabido conduzir com eficácia.
Manuel Homem: Segurança Pública com Rigor e Proximidade
Já no domínio da segurança interna, Manuel Homem, actual Ministro do Interior, tem enfrentado uma das pastas mais complexas do Governo. Herdou desafios estruturais profundos — desde o combate ao crime urbano até à modernização das forças policiais — mas tem mostrado um estilo de liderança pragmático, com foco em resultados e sem recorrer ao habitual espetáculo político.
Sob a sua tutela, têm-se notado esforços claros para reforçar a segurança nas grandes cidades, melhorar as condições de trabalho das forças da ordem e promover uma maior proximidade entre a polícia e os cidadãos. Homem tem apostado numa abordagem que alia disciplina, formação e reformas institucionais. A sua experiência anterior como governador de Luanda parece ter-lhe dado um conhecimento direto dos problemas que afetam os bairros, as comunidades e os jovens — um capital humano que agora tenta proteger e disciplinar com uma gestão mais eficiente dos recursos do Ministério.
Elogiar com Justiça Também É um Ato Político
Num país onde se tornou quase moda dizer que “ninguém presta”, importa contrariar essa narrativa totalizante. Nem todos os políticos são indiferentes, nem todos estão paralisados. Tete António e Manuel Homem são exemplos de que é possível governar com foco, sem ruído, e com impacto. Num tempo em que muitos procuram o palco, eles escolhem o trabalho.
Elogiar o que está bem feito não significa fechar os olhos ao que está mal. Significa, isso sim, criar referências positivas num país que precisa desesperadamente de bons exemplos — não só para inspirar a juventude, mas para mostrar que o Estado ainda pode funcionar quando é liderado por pessoas com sentido de missão.
Porque no fim do dia, um país não se constrói apenas com denúncias — constrói-se também com reconhecimento e estímulo ao mérito.
Este post já foi lido 1421 vezes.
