Daniel Chapo alerta para ascensão da extrema-direita e acusa-a de tentar subverter regimes pela força

Daniel chapo

Durante uma aula magna no Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza (ISEDEF), na província de Maputo, Chapo denunciou o que classificou como uma nova estratégia de desestabilização política, cuja finalidade seria remover do poder os partidos com origem nos movimentos de libertação nacional.

O chefe de Estado moçambicano apontou uma tendência preocupante: uma escalada de protestos violentos e alegadamente ilegais, com epicentro em momentos eleitorais, em países como Angola, Quénia, Zimbabwe, África do Sul, Venezuela e até os Estados Unidos da América. Segundo Chapo, estas mobilizações seriam catalisadas por sectores da extrema-direita internacional que “recusam os resultados eleitorais e apostam na convulsão social como via para o poder”.

Em tom solene, Daniel Chapo apelou à vigilância e à acção coordenada de todos os sectores da sociedade moçambicana, incluindo as Forças Armadas e de Defesa, para conter essas tentativas de desestabilização que, segundo ele, têm como efeito colateral a destruição de infra-estruturas públicas e privadas, prejudicando seriamente o desenvolvimento económico e social do país.

“A defesa da ordem constitucional e da soberania nacional exige unidade e firmeza”, declarou Chapo, sublinhando que os instrumentos da democracia não devem ser usados como armas para instaurar o caos.

Malundo Kudiqueba

Birmingham, 17 de junho de 2025

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