O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, lançou esta quinta-feira um alerta sobre a crescente influência da extrema-direita a nível global, afirmando que este movimento político está a tentar “mudar regimes à força”, recorrendo à agitação nas ruas, à desinformação nas redes sociais e à instrumentalização de manifestações violentas.
Durante uma aula magna no Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza (ISEDEF), na província de Maputo, Chapo denunciou o que classificou como uma nova estratégia de desestabilização política, cuja finalidade seria remover do poder os partidos com origem nos movimentos de libertação nacional.
O chefe de Estado moçambicano apontou uma tendência preocupante: uma escalada de protestos violentos e alegadamente ilegais, com epicentro em momentos eleitorais, em países como Angola, Quénia, Zimbabwe, África do Sul, Venezuela e até os Estados Unidos da América. Segundo Chapo, estas mobilizações seriam catalisadas por sectores da extrema-direita internacional que “recusam os resultados eleitorais e apostam na convulsão social como via para o poder”.
Em tom solene, Daniel Chapo apelou à vigilância e à acção coordenada de todos os sectores da sociedade moçambicana, incluindo as Forças Armadas e de Defesa, para conter essas tentativas de desestabilização que, segundo ele, têm como efeito colateral a destruição de infra-estruturas públicas e privadas, prejudicando seriamente o desenvolvimento económico e social do país.
“A defesa da ordem constitucional e da soberania nacional exige unidade e firmeza”, declarou Chapo, sublinhando que os instrumentos da democracia não devem ser usados como armas para instaurar o caos.
Malundo Kudiqueba
Birmingham, 17 de junho de 2025
Este post já foi lido 1389 vezes.
