Bento Kangamba responde a Maria Luísa Abrantes

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Malundo Kudiqueba

A resposta de Bento Kangamba vai além da indignação. O empresário lançou um desafio direto a Maria Luísa Abrantes: “Quero que ela venha a público mostrar quantas pessoas já ajudou neste país. Quantas famílias apoiou nos momentos difíceis. Eu vou mostrar as pessoas que já ajudei – e são milhares – desde os bairros pobres de Luanda até ao interior profundo onde o Estado quase não chega.

Kangamba aproveitou para reforçar que a sua contribuição social e empresarial em Angola fala por si, ao contrário de quem, segundo ele, “só aparece para atacar e não tem legado visível”. Kangamba, conhecido tanto pela sua actividade empresarial como por actos de solidariedade e ligação à vida social e política do país, não deixou as palavras sem resposta. “Sou um homem honesto, com obra feita pelo país. Não aceito que alguém que nada construiu venha colocar em causa a minha reputação”, declarou.

Kangamba sublinhou que ao contrário de insinuações depreciativas, tem provas da sua contribuição para Angola. “Eu construí empresas. Dei empregos. Apoiei jovens atletas, famílias carenciadas, criei iniciativas de solidariedade quando ninguém queria saber. Enquanto ela escreve posts e faz lives, eu estou no terreno, com o povo.”

Para Kangamba, o debate deve sair da superficialidade dos insultos e entrar no campo das realizações concretas. “Ela fala muito, mas ninguém vê o que ela realmente fez pelo povo. Eu sou criticado, mas continuo a fazer. Quem conhece o meu percurso, sabe o que tenho feito.”

Kangamba aproveitou a ocasião para criticar uma tendência, segundo ele, crescente na sociedade angolana: a política da desvalorização de quem faz. “Em Angola, quem trabalha é chamado de gatuno, e quem fala bonito mas nada faz é visto como herói. Isso tem de acabar. As pessoas precisam de avaliar os outros pelos actos, não por insinuações levianas.”

Num país onde muitas vezes o debate político se transforma num campo de ataques pessoais e troca de acusações, a disputa entre Maria Luísa Abrantes e Bento Kangamba expõe não apenas rivalidades, mas também a necessidade de discutir com seriedade a contribuição de cada figura pública para o desenvolvimento real do país.

Kangamba, com a frontalidade que o caracteriza, remata: “Podem não gostar de mim, mas não podem apagar a minha obra. Já ela, precisa primeiro de construir alguma coisa antes de insultar quem trabalha.”

Birmingham, 08 de junho de 2025.

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