A Europa está a atravessar uma crise profunda — mas não é só económica ou social. É, acima de tudo, uma crise de liderança. Nunca a Europa teve tantos líderes pequenos a governar países grandes. Nunca o palco europeu esteve tão vazio de referências políticas, de estadistas com visão, coragem e grandeza.
Olhemos à volta: quem são hoje os grandes líderes da Europa? Onde estão os nomes que inspirem, que mobilizem, que sejam respeitados dentro e fora das suas fronteiras? A resposta é simples e trágica: não há.
Em tempos tivemos Angela Merkel, Jacques Chirac, Tony Blair (com todos os seus erros), François Mitterrand, Helmut Kohl, até mesmo líderes controversos como Margaret Thatcher, que, gostando-se ou não, marcaram a história. Hoje, temos uma Europa governada por políticos anões, com discursos vazios, soluções de curto prazo e uma total ausência de visão estratégica.
Nunca a política europeia esteve tão medíocre. Nunca tivemos líderes tão banais em cadeiras tão importantes.
A Europa está hoje orfã de estadistas. O continente que, no passado, exportou filosofia, ciência, democracia e revoluções, agora exporta burocracia, crises e palhaçadas políticas. Os líderes europeus perderam a capacidade de sonhar, a coragem de arriscar e o compromisso de construir.
A actual geração de políticos europeus é, sem dúvida, a pior de sempre. Não pela idade, mas pela pequenez das suas ideias. Não são maus porque são jovens. São maus porque são vazios. São maus porque já não sabem o que significa servir, liderar e inspirar.
Enquanto os países grandes forem liderados por políticos pequenos, a Europa continuará a encolher — não no mapa, mas no respeito que o mundo lhe deve.
A pergunta que fica é simples: será que esta geração medíocre vai dar lugar a uma nova geração de líderes com visão?
birmingham, 21 de Junho de 2025.
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