Malundo Kudiqueba
Não podemos permitir que os maus venham a estar em maioria absoluta no nosso país.
Se os maus dominarem, a injustiça torna-se lei, a corrupção torna-se cultura, a mentira torna-se política, e o povo torna-se escravo.
Quando os bons se calam, os maus fazem festa. Quando os bons desistem, os maus tomam posse. Quando os bons cruzam os braços, os maus levantam impérios de sofrimento.
A maioria absoluta dos maus não acontece de um dia para o outro. Ela nasce quando achamos que “não vale a pena lutar”, quando dizemos “é assim mesmo”, quando escolhemos o silêncio como escudo e a indiferença como refúgio.
Quem deixa os maus crescer, está a cavar a sua própria cova social. Quem entrega o país aos maus, está a vender o futuro dos seus próprios filhos.
Angola não precisa de heróis de capa, precisa de cidadãos de coragem.
Não precisamos de mártires, precisamos de gente de carácter.
A maioria absoluta tem de ser dos honestos, dos trabalhadores, dos justos, dos que não se vendem por migalhas.
Se deixarmos os maus governar em maioria absoluta, o país afunda, a dignidade morre, e um dia os nossos netos vão perguntar:
– Onde estavam os bons quando Angola foi tomada pelos maus?
E o que vamos responder?
Que estávamos a assistir calados? Que tínhamos medo? Que achávamos que não era connosco?
Não, Angolano. O medo não pode governar. O silêncio não pode decidir. A indiferença não pode vencer.
A luta não é só nas urnas. É na escola. É no bairro. É no trabalho. É na forma como educamos os nossos filhos e como exigimos respeito todos os dias.
Não deixemos que Angola caia nas mãos dos maus.
Porque quando os maus têm maioria absoluta, o povo passa a viver em minoria absoluta de dignidade.
Birmingham, 19 de Junho de 2025
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