Malundo Kudiqueba
Num cenário político que surpreendeu o país, Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, defendeu publicamente a separação do Brasil e a criação de um novo país formado por Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo Jorginho, este novo país seria mais “organizado. A proposta, que já conta com o apoio de Ratinho Junior (governador do Paraná) e Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul), está a gerar um dos debates mais controversos da história recente do Brasil.
Jorginho Mello manifestou o desejo de liderar este novo país como presidente, alegando que os três estados têm uma “identidade própria” e que “não se sentem representados pelo restante Brasil”. Um ponto particularmente polémico da proposta foi a referência ao facto de estes estados serem “maioritariamente compostos por pessoas brancas”, numa clara distinção em relação ao restante território brasileiro, conhecido pela sua diversidade racial e cultural.
O restante Brasil, ao contrário do que se poderia esperar, não está a demonstrar grande resistência. Muitos brasileiros têm ironizado a proposta, afirmando que gostariam de ver a ideia avançar para que “cada um siga o seu caminho” e que “finalmente os preconceitos fiquem delimitados num só lugar”.
A proposta levanta questões constitucionais, históricas e éticas profundas, reacendendo um debate sobre racismo estrutural, regionalismos e desigualdades no Brasil. Por enquanto, parece ser apenas um discurso isolado, mas o simples facto de ter ganho aplausos entre outros líderes regionais mostra que a tensão entre o Sul e o restante país continua viva.
Birmingham, 16 de Junho de 2025
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