Por Malundo Kudiqueba
Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro de Portugal, regressou recentemente ao Bie, em Angola — a cidade onde passou a infância e que identifica como parte indissociável da sua identidade. Esta visita representa muito mais do que um mero retorno ao passado; é a reafirmação de um homem que ultrapassa as fronteiras convencionais da política europeia e que se afirma como um cidadão do mundo.
Passos Coelho não é um político comum. Conhece Angola desde tenra idade e demonstra que a verdadeira identidade não se mede pela cor da pele, mas pela intensidade das ligações que se estabelecem e pelo respeito genuíno por uma terra e um povo. Como ele próprio mostra, a história pessoal pode superar preconceitos e unir culturas aparentemente distantes.
Num contexto em que a política portuguesa se encontra cada vez mais polarizada, Passos Coelho mantém-se como uma figura admirada por muitos angolanos. O seu carisma e posicionamento político cativam, sobretudo pela empatia sincera que revela em relação a Angola e aos seus desafios. Se estivesse no lugar do Presidente João Lourenço, não hesitaria em conceder-lhe a nacionalidade angolana, em reconhecimento à ligação profunda e ao respeito constante que Passos Coelho sempre manifestou pelo país.
Seria desejável que Passos Coelho regressasse à política ativa, trazendo consigo a coragem e convicção que marcaram o seu percurso. Angola e Portugal precisam de líderes que saibam construir pontes sólidas, respeitando a dignidade dos seus povos e enfrentando, lado a lado, os desafios do presente e do futuro.
Portugal e Angola partilham mais do que muitos admitem. Homens como Passos Coelho recordam-nos que essas ligações são uma riqueza a preservar, um legado que deve inspirar as gerações vindouras.
Birmingham, 15 de Junho de 2025.
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