Parem de criar laços com os filhos das mães solteiras se não pretendem ficar

Cardi b with children

Malundo Kudiqueba

Falo-vos não apenas como cidadão, mas como profissional que lida, no dia a dia, com crianças afectadas por relações instáveis e abandonos emocionais que deixam marcas profundas. É urgente pedir, com seriedade, mais responsabilidade aos homens que se envolvem com mães solteiras. Este tema não é discutido o suficiente, mas a verdade é esta: criar laços com os filhos da mulher com quem namoram e depois desaparecer pode causar traumas psicoemocionais sérios.

Alguns homens aproximam-se dessas crianças e comportam-se como figuras paternas enquanto tudo corre bem com a mãe. Estão presentes nos momentos felizes, partilham afectos, e muitas vezes tornam-se referências importantes. Mas quando o relacionamento termina, afastam-se abruptamente, deixando as crianças novamente a lidar com o abandono. Isso é devastador. É repetir o mesmo tipo de rejeição que muitas já sofreram por parte dos pais biológicos ausentes.

O abandono emocional destrói. É uma ferida invisível que muitas vezes cresce em silêncio e que, mais tarde, se manifesta em problemas de autoestima, dificuldades de vinculação e, em casos mais graves, traumas que podem acompanhar a criança até à vida adulta.

Por isso, o meu apelo é claro: se não estão dispostos a manter um vínculo com a criança, mesmo que a relação com a mãe termine, não se aproximem emocionalmente. Não entrem na vida de uma criança apenas para satisfazer o vosso conforto emocional ou porque “fica bem” durante a relação.

O amor por uma criança — mesmo que não seja biologicamente vossa — deve ser firme, consistente e verdadeiro. Ou mantêm esse compromisso ou, com honestidade e maturidade, mantêm-se afastados.

As crianças merecem presenças sólidas, não pessoas que só ficam enquanto tudo está bem. Sejam homens de verdade. Sejam responsáveis. Evitem causar mais dores às crianças que já carregam ausências suficientes.

Birmingham, 14 de junho de 2025.

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