Analisar Não É Atacar: A Responsabilidade de Quem Opina

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Malundo Kudiqueba

Muitos analistas angolanos confundem crítica com ataque pessoal. Fazem ataques ao Presidente João Lourenço quando deveriam apenas criticá-lo de forma séria e construtiva. Outros, num tom quase irracional, optam por ofensas quando o que o país precisa é de análises que apontem falhas concretas e promessas não cumpridas.

Há também quem defenda, com convicção quase religiosa, que a solução de Angola está no MPLA. Outros, com igual exagero, afirmam que o único problema de Angola é João Lourenço e que, no dia em que ele sair, tudo vai automaticamente melhorar.

Mas será que essa gente está bem? Será que estamos a pensar com responsabilidade? Será que não estamos a simplificar demais um país que tem problemas complexos?

Angola não vai melhorar com salvadores. Angola vai melhorar com soluções.

O problema de Angola não é só um homem, nem a solução será só um partido.

Trocar o presidente sem mudar o sistema é como trocar o motorista e deixar o carro sem travões.

É urgente sair da guerra emocional e entrar no campo da crítica séria. Angola precisa de menos gritos e mais propostas. Menos idolatria e mais responsabilização. A luta política não pode ser um jogo de ódios. Tem de ser um espaço de ideias.

Vivemos tempos em que tudo é analisado, tudo é dissecado, tudo é criticado. Uma simples entrevista, uma declaração de circunstância ou até um gesto pode ser colocado debaixo de um microscópio social e ser interpretado de mil formas diferentes.

O país precisa de reflexão, não de linchamentos. Precisa de debate, não de guerrilhas de opinião.

Birmingham, 14 de junho de 2025.

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