Até quando André Ventura vai fingir que não vê a elite angolana em Portugal a usar a nacionalidade portuguesa para esconder fortunas ilegais? Quando é que vai exigir, de facto, a retirada dessas nacionalidades e o congelamento imediato das contas bancárias ligadas à lavagem de dinheiro? O silêncio é cumplicidade!
Por Malundo Kudiqueba
Lanço um desafio público a André Ventura:
- Expulsar de Portugal todos os corruptos angolanos e os seus filhos;
- Confiscar os biliões que esconderam em Portugal;
- Repartir essa fortuna com os pobres angolanos e portugueses.
Se quer realmente combater o crime, começa por aqueles que vivem no luxo à custa da miséria de milhões. O combate ao crime não pode ser seletivo.
André Ventura estaria a prestar um grande favor, não só a Portugal, mas também a Angola, se usasse a sua energia para confiscar as luxuosas mansões da elite angolana espalhadas por Cascais e Estoril. Se há crime que merece combate, é o crime que mora em mansões e circula em carros de luxo. O crime pobre já está saturado de atenção. O verdadeiro crime veste gravata, vive junto ao mar e lava dinheiro com vista para o pôr-do-sol.
Ventura, que gosta de se apresentar como o campeão da luta contra a criminalidade, deveria olhar para onde a polícia raramente entra: as zonas onde a criminalidade se disfarça de investimento estrangeiro e onde o dinheiro sujo cheira a perfume caro. Enquanto faz discursos inflamados contra os mais frágeis, há milhões desviados de Angola a passear-se livremente por Portugal, materializados em casas de milhões e vidas de luxo.
Onde está a coragem?
Combater o crime de rua é fácil. Enfrentar o crime de salão é que distingue os corajosos dos populistas. Ventura diz querer justiça, mas será que tem coragem de bater à porta da elite angolana instalada na Linha de Cascais? Ou o combate ao crime é selectivo e só vale quando os alvos não têm poder?
Quase todos os políticos angolanos de peso têm propriedades em Portugal. As casas não caíram do céu. O povo angolano vive na miséria, enquanto alguns dos seus dirigentes vivem de frente para o Atlântico, rodeados de luxo. A lavagem de dinheiro não acontece nas esquinas das cidades, acontece nas escrituras dos cartórios e nas reuniões discretas dos grandes escritórios de advogados.
Se André Ventura quer fazer história, que comece por aí. Quem quer ser herói não escolhe o tamanho do inimigo. É mais cómodo atacar os pobres. É mais difícil enfrentar os milionários com ligações ao poder.
Uma oportunidade para mostrar seriedade
Se Ventura realmente quiser mostrar que o seu combate ao crime é sério, deve exigir investigações profundas sobre a origem dessas fortunas. Deve pressionar as autoridades portuguesas a tratar as mansões da elite angolana com o mesmo rigor com que tratam qualquer outra suspeita de crime financeiro.
A justiça que só funciona para os pobres é só um disfarce para a injustiça. A moral que só aponta para baixo é uma moral cega. Se André Ventura não quiser passar de mais um político ruidoso, precisa de mostrar que está disposto a incomodar os verdadeiros donos do crime.
O combate à corrupção começa no topo. Quem só luta contra o crime dos fracos, na prática, está a proteger os crimes dos fortes.
Birmingham, 13 de Junho de 2025.
Este post já foi lido 2442 vezes.

This is my first time visit at here and i am genuinely
happy to read everthing at one place.
Welcome! I’m glad you enjoyed your first visit. It’s great to hear that you found everything in one place useful and interesting.