Vivemos tempos em que qualquer um se acha crítico, analista ou conselheiro — mesmo que nunca tenha construído nada, liderado nada, nem vencido nada. As redes sociais transformaram-se em palcos para juízes sem tribunal e moralistas sem moral. Mas há uma regra que sigo sem hesitar: não levo a sério a crítica de alguém que não considero.
É simples. Para me criticar, é preciso ter feito mais do que eu. Ou, no mínimo, ter carácter. Não dou ouvidos a quem nunca saiu da plateia mas quer ensinar como se dirige o palco. As críticas que não vêm acompanhadas de integridade, experiência ou exemplo de vida são apenas barulho — e barulho não me move.
“A boca que não me alimenta não tem autoridade para me julgar.”
Se há coisa que aprendi na vida é que as opiniões de certas pessoas são tão irrelevantes quanto o vento que sopra numa parede de concreto. Podem fazer barulho, mas não me abalam. Quem não constrói, não destrói. E quem não inspira, não me influencia.
É fácil apontar o dedo. Difícil é estender a mão. Há quem critique por inveja, outros por frustração, e há os que o fazem apenas porque o silêncio os confronta com a sua própria insignificância. Esses, eu ignoro com gosto.
“Não se discute com quem ainda não chegou ao patamar de onde você caiu e se levantou.”
A crítica construtiva é bem-vinda. Vinda de quem constrói. Vinda de quem viveu, aprendeu, falhou e venceu. De quem tem cicatrizes no lugar de discursos vazios. Mas quando ela vem de quem não tem nome, nem obra, nem coluna vertebral — é apenas ruído de fundo.
Não me interessa a opinião de quem nunca me acrescentou nada. Porque, no final das contas, o valor da crítica está no valor de quem a faz. E se esse valor é zero, a crítica vale o mesmo.
Portanto, para os que vivem de atacar sem fundamentos, para os que destilam opiniões como quem despeja lixo: não me ofendem, nem me atingem — apenas se revelam. E eu sigo. Com foco. Com propósito. E com uma certeza inabalável: não se perde tempo com vozes que não se ouvem dentro.
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