António Luvualu de Carvalho destaca liderança de João Lourenço na União Africana

Luvualu

Malundo Kudiqueba

Durante a cerimónia alusiva ao 62.º aniversário do Dia de África, sob o lema “Justiça para os Africanos e Afrodescendentes, por via de reparações”, o diplomata destacou os progressos alcançados desde a nomeação de João Lourenço como Campeão para a Paz e Reconciliação em África, em 2022, pelos Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

Segundo António Luvualu, o Chefe de Estado angolano tem desenvolvido uma “tríplice estratégia” — focada na prevenção, gestão e resolução de conflitos — que, até ao momento, tem produzido resultados considerados sólidos e encorajadores em diferentes regiões do continente.

O diplomata sublinhou ainda o recente apelo de João Lourenço, enquanto Presidente em exercício da União Africana, dirigido aos povos do continente, por ocasião do 25 de Maio — Dia de África. Nessa mensagem, o estadista angolano instou os africanos a unirem esforços em torno da Agenda 2063, documento estratégico que define o futuro do continente com base em sete aspirações centrais.

Essas aspirações incluem uma África próspera, baseada em crescimento inclusivo e desenvolvimento sustentável, um continente politicamente unido sob os ideais do pan-africanismo, e o pleno respeito pelos direitos humanos, justiça, boa governação e Estado de Direito. O Presidente também destacou o papel crucial das mulheres e da juventude na construção de um continente mais livre, seguro e integrado.

No ano em que Angola celebra 50 anos de independência, António Luvualu assegurou que o país continuará a liderar reflexões e iniciativas diplomáticas e académicas sobre o futuro de África. Destacou, neste contexto, a agenda temática “Infraestruturas e Capital Humano: Principais Factores de Desenvolvimento Integral de África”, que Angola irá desenvolver durante o seu mandato à frente da União Africana.

O evento contou ainda com uma exposição cultural vibrante, representativa dos 16 países africanos com embaixadas acreditadas na Comunidade da Austrália, incluindo África do Sul, Egipto, Etiópia, Nigéria e Marrocos. Angola fez-se representar com uma mostra da sua riqueza gastronómica, destacando o tradicional Menha N’dungu, além de pratos típicos e expressões musicais. A selecção musical incluiu temas de Bangão, Yola Semedo, Kyaku Kyadaff, Matias Damásio, Ricardo Lemvo e Luandino Carvalho, numa exibição que celebrou a diversidade e o talento angolano.

Com este posicionamento diplomático e cultural, Angola afirma-se, cada vez mais, como uma voz activa na cena africana e internacional, procurando aliar liderança política à valorização da identidade cultural e histórica do continente.

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