MPLA e UNITA são a mesma coisa: Os Dois fazem tudo para agradar Paris e Washington.

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Por Malundo Kudiqueba

Durante décadas, o MPLA vendeu-nos a narrativa da libertação, da soberania, do anti-imperialismo. Mas hoje, ajoelha-se docilmente perante as potências ocidentais, assina acordos que beneficiam multinacionais estrangeiras e abandona o povo a sua própria sorte.
A UNITA, por sua vez, veste o disfarce da mudança, mas o seu discurso é cuidadosamente calibrado para agradar à mesma plateia internacional: França, EUA, e o famoso “mercado global”.

Trocam acusações em público, mas em privado disputam quem bajula melhor o estrangeiro. A independência angolana morreu nas mãos de quem a conquistou — e está a ser enterrada por quem promete resgatá-la.

Quando foi a última vez que ouvimos um líder de um destes partidos dizer: “Vamos desenvolver Angola com recursos e inteligência angolana”? Não dizem. Porque o objectivo não é servir Angola, é servir quem manda no mundo. O povo angolano tornou-se figurante num teatro de vaidades políticas escrito fora do país.

Ambos os partidos se ajoelham para pedir instruções, aplausos e financiamento. Ambos ajustam o discurso interno consoante os interesses externos. Ambos têm medo de dizer “não” ao estrangeiro, mas dizem “não” ao povo todos os dias — quando negam saúde, educação, empregos e justiça real. Angola está a ser gerida como uma embaixada estrangeira com bandeira nacional.

MPLA e UNITA não estão a disputar ideias. Estão a disputar quem será o gerente local do projecto neocolonial. Um quer manter-se no poder; o outro quer lá chegar. Nenhum quer romper com o sistema. Nenhum quer independência real. Enquanto os políticos olham para Paris e Washington, o povo continua a olhar para o prato vazio.

A mudança que Angola precisa não virá de partidos que dependem da bênção do estrangeiro. Virá de uma nova geração que já não aceita que os destinos de Angola sejam decididos nos jantares da embaixada francesa ou nas conferências dos EUA sobre “democracia em África”.

Birmingham, 18 de Maio de 2025.

Malundo Kudiqueba

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