Carla Alexandra Nunes
Chega de viver em segundo plano. A minha história não será um capítulo na vida de ninguém. Sou o protagonista da minha vida — com orgulho, com falhas, com coragem. Durante anos, deixei que a minha vida fosse escrita por outros. Cada decisão era negociada com o medo. Cada passo era medido pela opinião alheia. Cada sonho era adiado em nome de uma paz que nunca chegava. E um dia acordei — não iluminado, mas esgotado.
E foi nesse cansaço que descobri a força.
A força de dizer basta.
Basta de viver como figurante num filme que não é meu. Basta de agradar plateias que nunca me aplaudiram. Basta de vestir personagens só para caber no cenário dos outros.
Hoje, sou o protagonista da minha vida.
E ser protagonista não significa ter todas as respostas — significa fazer as perguntas certas e ter a ousadia de vivê-las.
Significa errar, cair, levantar e continuar — porque a história só acaba quando o protagonista desiste. E eu não desisto.
Ser protagonista é assumir as rédeas, mesmo com medo.
É amar com intensidade, partir quando é preciso, escolher caminhos mesmo sem garantia de chegada.
É sair da sombra dos “bons conselhos”, dos “faz assim”, dos “não és capaz”.
É fazer silêncio no ruído da opinião alheia e escutar a única voz que importa: a tua.
Ninguém vai viver por ti.
Ninguém vai lutar por ti como tu podes lutar.
E ninguém, absolutamente ninguém, te deve dizer quem tu és.
És tu quem define o enredo. És tu quem vive a trama. És tu quem escreve o final.
Por isso, se ainda vives com o script dos outros nas mãos, devolve-o.
Pega na tua caneta. Rasga as cenas que não te representam.
E reescreve-te. Em voz alta. Com verdade. Com alma.
Porque a vida, quando é mesmo tua, deixa de ser sobrevivência e torna-se arte.
E tu nasceste para ser muito mais do que um coadjuvante num palco emprestado.
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