Malundo Kudiqueba
É importante recordar: Nelito Ekuikui venceu Luanda em 2022. E ao vencer Luanda, conquistou o coração político, económico e simbólico da nação. Essa vitória não foi apenas eleitoral, foi histórica. Deu-lhe uma autoridade moral e uma credibilidade política que poucos, dentro e fora da UNITA, podem reivindicar com legitimidade. Foi um grito de renovação, um sinal inequívoco de que há vida nova, pensamento novo e coragem nova no seio da oposição angolana.
Num país onde a juventude é maioria, ignorar Nelito é suicídio político. A sua actividade constante nas redes sociais, longe de ser mero exibicionismo digital, é uma estratégia clara, moderna e eficaz de aproximação ao eleitorado, sobretudo à juventude urbana, informada e cansada da velha política que fala muito e muda pouco.
Nelito não fala apenas para os militantes da UNITA. Fala para um país em ebulição, para uma geração inquieta, exigente e consciente. Fala para a Angola real, não a dos relatórios oficiais, mas a dos sonhos adiados. E mais: ele ouve. No seu discurso há crítica, mas também escuta; há firmeza, mas também abertura; há confronto, mas também empatia.
Jovem, articulado, combativo e popular — não apenas entre os jovens, mas também entre académicos, artistas, intelectuais, operários e desempregados — Nelito Ekuikui é, neste momento, o rosto que muitos veem quando pensam numa verdadeira renovação da oposição em Angola.
Ele não representa só um nome. Representa uma possibilidade real de ruptura com o conformismo político.
O seu discurso é directo, disruptivo e sem rodeios. Denuncia sem medo. Interpela sem pedir licença. Representa uma nova forma de fazer política, menos submissa, mais participativa e ousadamente crítica. Ao contrário de muitos, não se esconde atrás de frases vazias nem de discursos de ocasião. Fala como quem vive o país real, aquele das ruas e dos musseques, dos jovens desempregados e das mães revoltadas com o custo de vida. Nelito não quer apenas um lugar na fotografia, quer mudar o retrato todo.
Os corredores do poder — e até alguns dentro da própria UNITA — começam a sentir o peso da sua presença. A popularidade de Nelito pode incomodar, mas o que realmente assusta é a sua capacidade de mobilização, a sua força simbólica e o facto de já ter conquistado o povo antes de conquistar o topo.
O futuro combate pela liderança da UNITA terá vários nomes na mesa, mas ignorar Nelito Ekuikui seria cometer um erro político de proporções históricas. Ele representa o pulso da nova UNITA, o eco de um país que já não quer mais do mesmo, e o rosto de uma esperança que não aceita mais ser adiada. Não se pode travar uma nova era com velhos medos.
A UNITA, se quiser manter-se como alternativa real ao poder, terá de olhar para dentro e reconhecer os seus talentos emergentes. E entre esses talentos, Nelito é, inegavelmente, um dos mais promissores. O futuro da UNITA passará — indubitavelmente — por ele. Porque a história, quando quer mudar, não pede licença. E Nelito já bateu à porta. Cabe agora ao partido não fingir que não ouviu.
Birmingham, 14 de Maio de 2025.
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