É oficial: a UNITA perdeu o foco. Em vez de lutar contra o poder que governa Angola há quase meio século, virou metralhadora apontada ao PRA-JA Servir Angola. Em vez de fiscalizar o MPLA, decidiu perseguir quem escolhe um caminho diferente dentro da oposição. Ridículo. Inútil. E trágico. O ataque contra Makuta Nkondo é a gota d’água. O homem é livre. Tem uma história respeitável e, por isso mesmo, incomoda. Basta ter pensamento independente para ser logo chamado de traidor pelos fanáticos da UNITA. Mas Makuta não pediu permissão a ninguém para lutar por Angola — nem vai pedir agora.
Malundo Kudiqueba
O que é que a UNITA teme tanto no PRA-JA? A resposta é simples: teme perder protagonismo. Teme ver que Abel Chivukuvuku, com calma, inteligência e maturidade política, está a construir algo que pode tirar-lhes o lugar de segunda força política. E isso deixa-os em pânico.
A UNITA está mais preocupada com o PRA-JA do que com o MPLA. E isso é um desastre para a oposição e para o país. Porque enquanto gastam energia a atacar os seus supostos “aliados”, o regime agradece e continua a governar sem oposição à altura.
A política da UNITA, hoje, resume-se a isto: insultar, desacreditar e perseguir quem pensa diferente. É um partido que exige respeito, mas não respeita ninguém. Que clama por liberdade, mas persegue os livres. Que fala de democracia, mas pratica o extremismo.
Esta UNITA está ultrapassada. Está agarrada a uma lógica de guerrilha verbal e de ressentimento político. Está a transformar-se num obstáculo à mudança que tanto proclama.
O povo angolano precisa de alternativa real — não de guerras de vaidades. E essa alternativa pode muito bem ser o PRA-JA. E quando os grandes nomes começarem a cair para o lado de Chivukuvuku, a máscara de muitos vai cair com eles.
Angola não tem tempo a perder com partidos ciumentos. O país precisa de lideranças sérias, estratégias claras e união contra o verdadeiro adversário: a corrupção, a injustiça, a miséria institucionalizada.
Chega de ataques entre irmãos. O inimigo não está ao lado — está no poder há décadas.
Amsterdam, 06.05.2025
Malundo Kudiqueba
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