A UNITA está mais preocupada com o PRA-JA do que com o MPLA

Adalberto costa junior

Malundo Kudiqueba

O que é que a UNITA teme tanto no PRA-JA? A resposta é simples: teme perder protagonismo. Teme ver que Abel Chivukuvuku, com calma, inteligência e maturidade política, está a construir algo que pode tirar-lhes o lugar de segunda força política. E isso deixa-os em pânico.

A UNITA está mais preocupada com o PRA-JA do que com o MPLA. E isso é um desastre para a oposição e para o país. Porque enquanto gastam energia a atacar os seus supostos “aliados”, o regime agradece e continua a governar sem oposição à altura.

A política da UNITA, hoje, resume-se a isto: insultar, desacreditar e perseguir quem pensa diferente. É um partido que exige respeito, mas não respeita ninguém. Que clama por liberdade, mas persegue os livres. Que fala de democracia, mas pratica o extremismo.

Esta UNITA está ultrapassada. Está agarrada a uma lógica de guerrilha verbal e de ressentimento político. Está a transformar-se num obstáculo à mudança que tanto proclama.

O povo angolano precisa de alternativa real — não de guerras de vaidades. E essa alternativa pode muito bem ser o PRA-JA. E quando os grandes nomes começarem a cair para o lado de Chivukuvuku, a máscara de muitos vai cair com eles.

Angola não tem tempo a perder com partidos ciumentos. O país precisa de lideranças sérias, estratégias claras e união contra o verdadeiro adversário: a corrupção, a injustiça, a miséria institucionalizada.

Chega de ataques entre irmãos. O inimigo não está ao lado — está no poder há décadas.

Amsterdam, 06.05.2025

Malundo Kudiqueba

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