Luís Montenegro chegou ao poder sem ideias claras. E, passado pouco tempo, já percebemos que também não trouxe um plano. Trouxe um espelho retrovisor e um megafone: vive do passado e grita frases feitas. Sem rumo, tenta liderar pelo truque mais velho da política sem conteúdo: culpar os imigrantes. Quando se esgotam as soluções, inventam-se inimigos.
Montenegro fala como se os imigrantes fossem o problema de Portugal — quando, na verdade, são parte da solução. São eles que trabalham nos hospitais, na agricultura, na construção civil e nos lares onde poucos portugueses querem estar.
Enquanto o governo procura culpados com sotaque, ignora os verdadeiros buracos: salários baixos, serviços públicos em colapso e uma juventude sem perspectivas.
Não há plano económico. Não há reforma estrutural. Mas há discursos inflamados e piscadelas de olho à base do Chega.
A falta de visão de Montenegro é tão grave que já começou a copiar os óculos de Ventura.
Quer ganhar votos do Chega, mas só consegue perder dignidade.
Diz que defende a “identidade nacional”, mas esconde a realidade nacional: corrupção impune, justiça lenta, pobreza estrutural e uma classe política mais preocupada em manter o tacho do que em servir o povo.
Em vez de enfrentar os problemas, prefere enfrentar os mais fracos.
Mas um país não se governa com medo. Nem com ódio. Governa-se com coragem, com ideias, e com verdade.
E isso, Montenegro, ainda não mostrou.
Amsterdam, 05. 05. 2025.
Fonte: Fama & Poder.
Este post já foi lido 824 vezes.
