“Chivukuvuku é um animal político.” Foi o consagrado analista Albino Pakisse quem disse, e a frase caiu como bomba nos corredores da UNITA. Não por ser mentira, mas porque tocou onde dói: na vaidade de quem não sabe conviver com o sucesso do outro. A UNITA não digeriu. Está engasgada. Basta alguém elogiar Chivukuvuku, que logo aparecem militantes a espumar ódio, espalhar boatos e vomitar insultos. É a reação de quem, em vez de se reinventar, prefere destruir quem representa uma ameaça real.
Malundo Kudiqueba
A verdade é dura: Chivukuvuku desperta esperança, enquanto Adalberto da Costa Júnior desperta desconfiança. Um lidera com equilíbrio; o outro com ressentimento. Um constrói pontes; o outro cava trincheiras.
Por isso, a cada nova filiação no PRA-JA, os fanáticos da UNITA perdem o sono. Quando Makuta Nkondo entrou, foi atacado como se tivesse cometido um crime. Mas a liberdade política é um direito — não uma traição. E é bom lembrar: quem insulta a liberdade dos outros, mostra que nunca entendeu o que é democracia.
A UNITA deveria estar a enfrentar o MPLA — mas não, prefere fazer oposição à oposição. Gasta mais tempo a atacar Chivukuvuku do que a denunciar as falcatruas do regime. Isso não é estratégia — é desespero. E sabem porquê? Porque 2027 está a chegar, e há o risco real de o PRA-JA ultrapassar a UNITA.
E aí, sim, Adalberto ficará de mãos atadas e de cabeça baixa. Porque se o MPLA vencer e o PRA-JA ficar em segundo, será o fim da ilusão de protagonismo da UNITA. Aí não haverá insulto que disfarce o fracasso.
O povo angolano está a observar. E já começa a perceber quem realmente quer mudar o país — e quem quer apenas manter o seu lugar na fila. Angola precisa de união na oposição, não de guerras entre vaidosos. Precisa de inteligência política, não de birras partidárias.
A frase está dita e não será apagada: Chivukuvuku é um animal político. E quanto mais tentarem apagá-lo, mais ele brilhará.
Amsterdam, 06.05.2025.
Malundo Kudiqueba
Fama & Poder.
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