A ARMA MAIS VENENOSA PARA OS PAÍSES PERIFÉRICOS É A DEMOCRACIA NEOLIBERAL

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Por Marcelo Aratum.

Sempre que os interesses dessas corporações entram em risco, rapidamente recorrem aos mecanismos silenciosamente instituídos para colocar no poder aqueles que melhor sabem servi-los. É assim que operam as chamadas democracias neoliberais, impostas ao continente africano.

Quando os seus candidatos são derrotados nas urnas, estimulam-nos a não reconhecer os resultados. Criam o caos social, económico e político. Depois, surgem as mãos ocultas que também se recusam a reconhecer a vitória de quem foi escolhido pelo povo. Como consequência, aplicam-se sanções, que estrangulam o país e castigam o povo. Este, sem saída, começa a desconfiar da capacidade do verdadeiro vencedor em governar.

Esta é a democracia ilusória que se vive em grande parte da África: uma farsa onde os únicos que realmente beneficiam são os políticos envolvidos no jogo do poder.

A prova viva disto é a vitória de Úmaro Sissocó Embaló. Após ser eleito, e com a inteligência que lhe reconhecemos, não perdeu tempo: procurou imediatamente o sistema que protege os verdadeiros detentores do poder político no continente. Foi graças a essa aliança que conseguiu manter-se até hoje no cargo, no momento em que este artigo é publicado.

Por isso, nho Zé-Ninguém, continua aí a lutar pela ilusão da democracia ocidental — essa que nunca existiu de facto no continente africano — enquanto o povo africano continua a ser empurrado para a diáspora, vítima de crimes oficializados interna e externamente.

Abraços!
Marcelo Aratum

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