Por Malundo Kudiqueba, para o Fama e Poder
Num mundo onde o cinismo é moda e a frieza virou escudo, eu escolhi o caminho mais difícil: o amor.
Sim, o amor. Aquele que muitos evitam porque tem espinhos, que exige entrega, que dói.
Mas mesmo com as feridas, continuo. Porque prefiro viver intensamente a sobreviver pela metade.
No meu mundo, um abraço não é gesto automático — é abrigo.
Um aperto de mão não é só formalidade — é alma estendida.
E cada sorriso que dou carrega uma revolução: a de quem ainda acredita no bem.
Se me vês desejar-te o melhor, acredita: é sincero.
Se notas que me importo, sabe que é profundo.
E se eu fico, é porque sou raiz, não vento. Sou permanência, não visita.
Podem chamar-me de intenso. De ingénuo até.
Mas prefiro ser inteiro num mundo de metades.
Não sei amar por conveniência. Não sei fingir interesse. Não sei fazer de conta.
E por mais que a vida me teste, por mais que a dor me morda,
a minha alma continua a escolher a luz.
Porque ser verdadeiro não é fraqueza — é rebeldia num tempo de máscaras.
Porque amar de verdade, num mundo que se acostumou à indiferença,
é o último ato de coragem.
Birmingham, 21 de março de 2025.
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