Por Fama e Poder.
CP4 voltou. E voltou com a caneta afiada, o beat pesado e um alvo que, para muitos ouvintes atentos, já tem nome e sobrenome: Diva Ary. A nova música, “Sem Querer”, tem o título mais irónico do ano — porque tudo nela parece ter sido dito com muita intenção. “Quando a indireta tem endereço certo, já não é música. É confissão.”
Durante os primeiros versos, a batida parece inocente. Mas logo vêm as insinuações. As frases dúbias. As piadas com rima fácil, mas com pontaria de sniper. CP4 não menciona nomes. Mas os internautas, como bons detetives do entretenimento angolano, já trataram de decifrar o recado. E o nome da Diva Ary apareceu como fogo em capim seco.
A questão que não quer calar:
Será que CP4 ainda não superou Ary? Ou estará apenas a alimentar a chama de uma rivalidade que o público adora ver em palco?
O passado que nunca passou
CP4 e Ary viveram um namoro comentado, elogiado, e depois engavetado. Mas parece que o cantor ficou com o microfone cheio de mágoas não cantadas — até agora. A canção “Sem Querer” é, para muitos, uma carta aberta disfarçada de trap, cheia de sarcasmo, ironia e “verdades rimadas”.
Porque há uma linha muito fina entre arte com mágoa e mágoa disfarçada de arte. E quando um homem decide transformar uma ex em letra, o público aplaude…
Birmingham, 20 de março de 2025.
Malundo Kudiqueba
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