MARQUES MENDES NO “TRIBUNAL POPULAR”

LuÍs marques mendes

Marques Mendes: “A Presidência da República não é para um executivo, é para um político”

Ora bem, a lógica de Marques Mendes parece ser simples, mas cheia de camadas, quase como um bolo de aniversário. O Executivo, na sua visão, é para quem sabe gerir empresas, ou quem sabe organizar uma festa de aniversário sem que tudo acabe em caos. E a Presidência? Bom, a Presidência é para quem tem estampa, carisma e capacidade para discursar com gravitas – tal como um político.

Frase de sofá:
“A Presidência da República não é para um executivo, mas sim para um político.” Curioso que nem todo político sabe o que é governar, mas vamos fingir que é só um pormenor.”

Mas espere, Marques Mendes não se limitou a uma simples explicação. Não, não. Ele foi além. A mensagem é clara: o Presidente da República não é para fazer as contas do Orçamento de Estado nem para organizar a execução de políticas públicas. Nada disso! O presidente, aparentemente, tem um papel de liderança moral – ou, mais precisamente, de “grande político” que sabe tudo, mas pouco faz.

Então, se o objetivo é eleger alguém que saiba discursar sobre valores, história e estar sempre disponível para as fotos e os apertos de mão, já temos todos a resposta. Será que, no fundo, Marques Mendes está a sugerir que um bom político é aquele que não precisa mesmo de fazer nada? Como num reality show, só aparece na tela e faz-se presente. Sempre com um ar de quem está a decidir o destino do país, mas na verdade está apenas a fazer a gestão da sua imagem.


“A política parece estar a virar um concurso de ‘Miss Presidente’ onde o mais importante não é governar, mas sim ser o político mais bonito e mais carismático.”E aí está a ironia: Marques Mendes chama a atenção para um cargo que já sabemos que é (na melhor das hipóteses) cerimonial, enquanto os problemas reais de gestão e governo ficam com o executivo. Então, vamos todos aplaudir o Presidente que fala muito e decide pouco, já que, aparentemente, o importante é ser um político de eleição — e não alguém que, de facto, trabalhe para o povo.


“E se a política fosse uma série de TV, Marques Mendes seria o argumentista que nos garante que tudo vai correr bem na próxima temporada… mas nunca nos diz o que está a acontecer no episódio actual.”

No fim, a presidência da república ser para “um político” soa a uma frase para justificar a falta de ação ou eficácia. “Politicismo” é mais importante do que o trabalho, certo? Afinal, o espetáculo está nas palavras, não nas soluções.

Agora, a grande questão é: precisamos de um “político” para nos governar ou de alguém que realmente trabalhe para o país?

Manchester, 12 de Março de 2025

Malundo Kudiqueba

“Tribunal Popular” é um espaço onde a voz do povo será ouvida de forma directa, sem rodeios e sem medo de expor as falhas, as mentiras e as hipocrisias que muitas vezes marcam o cotidiano da sociedade e das figuras públicas.

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