Episódio 2: E Angola Não Precisa de Novos Heróis. Precisa de Menos Ladrões.
Caros cidadãos do Tribunal Popular, o povo angolano já não aguenta mais. Estamos fartos de heróis inventados, de mitos que nunca existiram e de discursos que soam cada vez mais a mentira reciclada. O que Angola realmente precisa são de menos ladrões, menos corruptos e menos enganadores que se escondem atrás de palavras bonitas e promessas vazias.
Hoje, vamos analisar o caso mais intrigante: os heróis de Angola. Mas o que Angola precisa, de facto, é de heróis de carne e osso que não troquem o bem do povo por favores partidários. Chega de heróis que vivem da glória do passado, enquanto o presente apodrece à vista de todos.
Vamos ser claros:
– Heróis? Não precisamos. Precisamos de trabalhadores honestos que cumpram suas promessas.
– Estátuas? Não! Queremos escolas, hospitais e estradas decentes.
– Discursos épicos? Já basta. Queremos acções concretas que melhorem a vida das pessoas.
A história de Angola está cheia de nomes grandes. Mas há uma grande diferença entre ser um herói e ser um ladrão com capa de santo. Como é possível que, em pleno século XXI, continuemos a viver em um país onde os verdadeiros heróis são aqueles que lutam para sobreviver num sistema que premia os maus e pune os bons?
E o pior de tudo: quem deveria combater a corrupção e punir os ladrões, muitas vezes, parece ser cúmplice. Quando as leis são feitas para proteger os criminosos e não os cidadãos, não estamos a viver numa democracia. Estamos a viver numa comédia de erros.
Mas nada disto nos deve surpreender. Afinal, Angola é o país onde os ladrões de colarinho branco se tornam ministros e os jornalistas que investigam as falcatruas acabam na prisão. O que mais precisamos para acordar?
Então, o Tribunal Popular tem um veredicto simples, sem rodeios:
Não precisamos de heróis fabricados pelo poder. Precisamos de honestidade e trabalho sério.
Não precisamos de mais figuras públicas a ganhar milhões com o dinheiro que deveria alimentar o povo. Precisamos de menos ladrões e mais pessoas comprometidas com a verdade.
A democracia não é só um direito. É uma obrigação de quem governa. E, no momento, Angola está a falhar redondamente.
A nossa missão continua: falar o que muitos temem e apontar a hipocrisia que teima em dominar o país.
Até a próxima semana, com mais uma dose de justiça popular, onde a verdade será sempre a nossa arma mais poderosa.
Manchester, 11 de março de 2025.
Fonte: Fama e Poder
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