Quando Deus te desenhou,
não era segunda-feira,
não estava com pressa,
nem usou borracha —
foi tudo à primeira.
Pôs curvas onde o mundo é plano,
pôs graça onde o tédio reina.
E só para gozar connosco, humanos,
deu-te um andar que até a fé se empena.
Rapariga bonita, tu és sermão e pecado,
és igreja e discoteca no mesmo corpo esculpido.
És oração que deixa padre atrapalhado,
és poema que deixa poeta vencido.
Deus foi generoso,
quase exagerado,
quando te fez desse jeito,
com esse olhar safado.
Homem que não agradece
por viver no mesmo planeta que tu,
não merece consideração.
Tu és prova viva de que Deus existe
(e tem bom gosto, diga-se de passagem!).
Texto: Fama e Poder.
Londres, 09 de março de 2025.
Este post já foi lido 828 vezes.
