Meu Deus,
Olhar para o que é bonito não devia ser pecado.
Afinal, foste Tu que disseste:
“Amai uns aos outros.”
E eu juro…
Só estou a cumprir mandamentos com o olhar.
Ela passou.
E naquele instante,
as palavras fugiram,
os relógios calaram-se,
e até o vento ficou envergonhado.
O corpo dela é um verso que não rima com castidade.
O sorriso, um milagre que nem os santos explicam.
E o andar… meu Deus, o andar é uma oração carnal.
Perdoa-me se pequei com os olhos.
Mas apreciar o belo é respeitar a arte de Deus.
Ela é daquelas mulheres que fazem ateus reconsiderar.
Que fazem padres suspirar.
Que fazem homens rezar —
Pela sua salvação…
Não sou santo, nem anjo,
sou apenas homem.
E quero agradecê-lo publicamente.
Obrigado, Senhor…
por essa obra-prima que caminha entre nós.
E se por acaso olhei demais,
só posso dizer-te com honestidade:
Prefiro amar do que odiar aquilo que é divino.
Prefiro pecar com o olhar, do que fechar os olhos à beleza.
Prefiro ser réu do amor, do que juiz da indiferença.
Texto: Fama e Poder.
Londres, 09 de março de 2025.
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