Num país onde se gasta milhões em consultorias inúteis e palácios de vidro fumado, não há verba para pensamento crítico.
A inteligência ficou fora do orçamento. Cortaram, dispensaram, acharam desnecessária.
Os sábios foram substituídos pelos influencers.
Os professores pelos propagandistas.
Os livros pelos memes.

Hoje, o país financia a ignorância com orgulho patriótico.
Mas investir em burrice é como alimentar cupins: eles roem tudo por dentro até a estrutura desabar. Só que neste caso, a estrutura é o futuro.
Pedir inteligência no governo virou luxo. Exigir coerência virou arrogância.
Quem pensa, atrapalha. Quem questiona, complica.
É preferível alguém que grite com convicção do que alguém que fale com razão.
E assim, o país caminha de olhos fechados, com a cabeça cheia de slogans e o cérebro desligado da tomada. A educação virou propaganda, o debate virou teatro e a inteligência virou uma espécie em extinção.
Mas calma. Ainda há quem pense. Ainda há quem resista.
E enquanto houver gente que prefere um argumento a uma selfie, ainda há esperança.
Porque por mais que excluam a inteligência dos orçamentos públicos, ela continua a ser o único investimento que salva na hora da falência moral.
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