CARLOS ROSADO: A VOZ QUE A ARROGÂNCIA TENTOU CALAR.

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O que aconteceu no programa não é um episódio menor. É um retrato da cultura de egos inflamados e da falta de profissionalismo que ainda persiste em certos meios. Um moderador que insulta e grita não modera — impõe. E onde há imposição, o debate morre. A redação do Fama e Poder vem por este meio prestar a sua solidariedade a Carlos Rosado. A sua dignidade falou mais alto que os gritos. E a sua saída, caso se confirme, será mais uma prova de que há quem saiba quando é a altura de sair, enquanto outros ainda não perceberam que já passaram do prazo.

O clima vivido no estúdio foi de tensão total. Mas, enquanto um gritava em desespero de causa, o outro manteve-se firme, sereno e superior. Carlos Rosado respondeu com classe. E quando a dignidade cala o ruído, o público percebe quem, de facto, tem razão. Este tipo de comportamento, por parte de quem lidera um programa, não pode passar impune. Não se trata apenas de uma desavença pessoal. Trata-se de um atentado à liberdade de expressão, ao respeito entre colegas e à qualidade do espaço mediático angolano, já por si fragilizado. Porque onde o grito se sobrepõe ao argumento, perde-se o jornalismo e ganha o espectáculo barato.

Manchester, 04 de Março de 2025.

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