PAUL KAGAME OFENDE FÉLIX TSHISEKEDI

Paul kagame

Ser taxista, motorista de autocarro ou operário industrial não diminui ninguém.

São profissões de honra, tão dignas como qualquer cargo de Estado. A grandeza de um homem mede-se pelo seu carácter, não pelo volante que segurou ou pela ferramenta que usou. Reduzir um líder à sua profissão passada é um argumento pobre para quem nada tem a dizer sobre o presente.

O actual Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, é muitas vezes apresentado, de forma desonesta, como um simples ex-taxista na Bélgica. Para desmentir esta narrativa, importa repor a verdade: Tshisekedi não foi criado nas ruas da Bélgica nem sobreviveu à margem da sociedade.

Cresceu num ambiente de privilégio e educação de elite.
O seu pai, Étienne Tshisekedi, foi uma das figuras mais influentes da política congolesa. Não era um qualquer. Foi jurista, professor universitário, homem de influência e riqueza, com propriedades em Bruxelas e uma vida no círculo restrito da alta sociedade europeia. Félix Tshisekedi viveu com o pai numa das zonas mais caras e prestigiadas de Bruxelas, no mesmo bairro onde vive o próprio Rei da Bélgica. Não era taxista de praça. Era filho de uma elite política e económica.

A tentativa de reduzir Tshisekedi a um simples ex-taxista é uma mentira mal contada, própria de quem se alimenta de propaganda e não de factos.
E aqui deixo a minha pergunta ao senhor Paul Kagame: quem foi ele antes de ser presidente do Rwanda? A resposta é incómoda, mas necessária. Um soldado acusado de crimes de guerra, um homem que construiu o seu poder à custa do sangue de inocentes.

Kagame aponta dedos, mas esquece-se das mãos manchadas. A sua história começa nos campos de refugiados e estende-se pelas florestas do Congo, onde o silêncio das vítimas ainda ecoa.
Kagame esquece-se de dizer que, enquanto Tshisekedi estudava e vivia em paz na Bélgica, ele liderava operações militares acusadas de genocídio no Congo. Um passado que o senhor Kagame não gosta de recordar, mas que o mundo tem a obrigação de não esquecer.

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